Esquisofrênia informativa

Li na Folha e fui lá conferir: os hermanos do diário Página 12 realmente disseram que nosso país em crise aérea vive um momento de “esquizofrenia informativa”. Eu sou muito vítima desse fenômeno, pois tenho a missão de tentar (conseguir é outra história) argumentar com qualquer pessoa que tente me convencer de qualquer coisa sobre o meio de transporte mais seguro do mundo – o meu predileto na categoria segurança continua sendo meu tênis (e suma já daqui você que eu não convidei a me visitar e veio revisar meu texto errado).

Sem querer, acabei esbarrando em mais uma informação a respeito do acidente da TAM que, no que tange à lei de Murphy, por enquanto é campeã.

Vou estar postando

A melhor notícia do dia veio logo cedo. Quando a Lu me contou que a fulana tinha feito uma tatuagem no braço, eu torci: “Tomara que tenha sido uma mola, néãm?”. Senhor, tende piedade das goldas.

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Aí eu estava indo almoçar e me dei conta que sempre, sempre mesmo, eu fico procurando a marca das calcinhas das senhouras de saia sob o tecido. De acordo com esse estudo empírico, posso afirmar que mais de 80% das mulheres de saia usam a calcinha atolada entre as nádegas; nem quero pensar no que fazem os outros 20%. Essa observação só me ocorreu porque, na minha frente, tinha uma senhora bem poposuda, usando uma saia meio larga, que não me permitia estudar a localização de sua calcinha. Passei ao lado dela e – duh – ela estava grávida. Aí me lembrei de um amigo que eu tinha (que não morreu, apenas deixou de existir) e que alimentava uma tara bem estranha por bundas de grávidas. Credo.

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A segunda melhor notícia do dia veio pelo Jornal Hoje, quando o pobre foquinha aprendiz de Sandra Annenberg (mãe do céu, a Wikipedia informa que Sandra participou como atriz do impagável seriado BRONCO, protagonizado pelo grande Ronald Golias nos tempos em que eu ainda usava Kit Shoe) informou à audiência que a quadrilhaobtia e comercializava passaportes falsos”. Enquanto isso, a imagem do brimo-chefe do grupo de estelionatários, apanhado de samba-canção em pleno leito pelas sempre ágeis câmeras da Rede Globo, alegrava o meu almoço.

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Não sei vocês, mas se eu vejo um espelho e um nariz, só consigo pensar em bestagem. Levei três segundos pra identificar um batom ali.

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