Elefante supera dependência de heroína após tratamento com metadona

Da surrupiada série ‘pra que escrever’?

Folha Online – Bichos – 30/08/2007 – 11h24
da Efe, em Pequim

Um elefante superou sua dependência em heroína com um tratamento para humanos à base de metadona, informou o jornal estatal “China Daily”.

O animal, chamado Big Brother, vivia na província de Yunnan, no sul da China, onde traficantes de elefantes começaram a alimentá-lo com bananas que continham heroína para obrigá-lo a guiar a manada ao local onde venderiam os animais ilegalmente.

A dependência se tornou tão forte que o elefante babava e rugia quando não recebia uma dose da droga.

Os traficantes conseguiram fazer com que ele guiasse a manada até a floresta onde pretendiam vender todos os animais, mas foram detidos pela polícia florestal.

Após ser resgatado, o elefante começou a sofrer síndrome de abstinência, e, como não conseguia superar a crise, os cuidadores optaram por realizar um tratamento à base de metadona.

Durante sua reabilitação, que durou um ano, o animal seguiu uma rígida dieta à base de ervas frescas, cana-de-açúcar e frutas, além de receber massagens e banhos freqüentes.

O elefante, já recuperado, voltará em breve à floresta, segundo seus cuidadores.

Gente

Ratapulgo, o brilhante, postou o texto abaixo há mais ou menos um ano. Eu penso igual, mas minha capacidade de síntese sobrepõe-se à disposição de escrever (tão magistralmente bem, a propósito) sobre o assunto. Por isso, meu costume é só dizer que não gosto de seres humanos. Nossas justificativas são as mesmas:

“Descobri uma coisa: Eu gosto de pessoas mas não suporto gente.

Gente é chata. Pessoas são interessantes.
Gente é irritante. Pessoas são bacanas.
Gente faz fofoca. Pessoas contam histórias.
Gente é ordinária. Pessoas são preferenciais.
Gente são as pessoas niveladas por baixo, reduzidas aos seus menores denominadores comuns: a ignorância, a covardia e a vontade de destruir o povoado vizinho.

Em coletivo as pessoas regridem. Perdem a inteligência. Perdem a decência. Elas aplaudem qualquer coisa. Lincham quem estiver se mexendo. Votam no ACM, no Serginho Chulapa. Enchem a cara e começam a gritar. Vão pro Rio assistir Rolling Stones em um telão no meio da praia. Mijam uns nas pernas dos outros.

As pessoas são possíveis, gente é inviável. Por isso nenhum regime político funciona direito, porque foram feitos por essa gente para essa gente que tá aí (e não falo de “gentinha” não; gentinha, apesar de tudo, é o tipo de gente mais melhorzinho). Talvez com pessoas as coisas um dia funcionem; mas com gente, minha gente, não tem solução.

Acho que no fundo o problema é esse: éramos todos boas pessoas; mas acabamos virando gente.”