Hering Web Store

Esses dias descobri que tenho roupas para verão e para neve e que, quando rola um meio-termo, saio de casa com os trapos que vestia pra ir pra faculdade (e isso está longe de significar que são as mesmas roupas que eu usava há cinco anos). Desprovida de tempo e amando muito essa vida digital, resolvi bater à porta da Hering Web Store, acreditando que isso agilizaria o processo e me pouparia do terror que sinto por approach de vendedor de loja.

Bão. O site é o inferno na Terra, deve estra hospedado na Dreamhost ou em algum outro lugar remoto do Universo entupido de clientes, já que qualquer reload de página para ver outras opções de cores de peças leva, pelo menos, um minuto. Mas as roupas são lhindas pro meu gosto simplório. Escarafunchei horrores, achei umas peças que me interessavam e, antes de fechar a compra, tive um acesso de bondade somado a uma dose de comodidade: encontraria meu camaradinha @marcelourania no Shopping Curitiba na hora do almoço pra trocar figurinhas da Copa. Podia muito bem ter minhas roupas na hora mesmo e ainda colaborar com a distribuição de renda desse país fornecendo a comissão da vendedora e do lojista, já que o preço no site da Hering é o mesmo praticado nas lojas físicas. Já sabendo o que eu queria, era só entrar na loja, abraçar as roupas desejadas e rumar ao caixa.

Entrei na loja, nenhuma peças da araras era XG (eu sou alta, não sou gorda. Grata). Chamei a vendedora que tava ocupada olhando fotos do bebê da freguesa que ela estava atendendo. Depois de “só uns minutinhos”, mostrei a ela as peças que queria levar e ela foi caçar os XG no estoque. Três minutos aguardando, ela volta de mãos vazias: “Nenhuma, moça”.

Saí da loja meio arrependida de ter optado pelo modelo distribuição de renda. Fui trabalhar e, à noite, voltei ao site pra refazer a compra. Uma hora depois, comprei. Optei por pagar via boleto e, impossibilitada de imprimir aqui no meu lar, pensei “Imprimo amanhã na firma”.

Amanhã na firma, a impressora não tava instalada no meu computador novo, lindo e performático. A Lu me ajudou lhinda, instalei. Voltei ao site da Hering para imprimir o boleto. Dava “erro no nome do cedente”. Acionei o SAC via chat: “Estamos comproblema na emissão de boletos, senhora. A senhora pode fazer um depósito identificado no BB na conta XYZ e enviar o comprovante por e-mail?”. Corri no caixa mais próximo na hora do almoço, procedi a transferência. Na hora de confirmar, o terminal avisa que tá com pobremas na impressora e que taaaalvez o comprovante náo seja impresso. Massa.

Corri pro BBmenos longe e tive que fazer a idosa e pedir ajuda pro universitário disponível, já que não conseguia identificar a transferência pelo terminal: “Realmente não é possível fazer depósitos identificados pelo terminal, senhora. A senhora deve se dirigir a um dos caixas”. Sei lá quantos anos faz que eu não posava numa fila de banco. Grazadeus tinha uma pessoa apenas na minha frente pra me ouvir bufar. Fiz a parada, cheguei em casa, fotografei, mandei por e-mail para o SAC da Hering ontem ao meio-dia. Até agora, ninguém me disse nada.

Pra desopilar, mandei ontem mesmo um e-mail pra Hering sugerindo que eles visitem um e-commerce que realmente funciona, feito pela minha firma exemplar. E escrevi também um e-mail pro Condor Supermercados, perguntando comoassim nesta vida sou obrigada a dar pra eles meu endereço, telefone, responder uma pesquisa, selecionar um assunto, dar uma reboladinha e, ainda assim, não conseguir mandar um e-mail para a administração via site.

Essa continua sendo a minha vida.

Falta de louça pra lavar

Lendo o e-mail abaixo me lembrei dos velhos tempos de flashmobs:

wikipillow.jpg
O pessoal lá em Toronto também curte um pillow fight.

“Guerra de Travesseiros – Intervenção anti-Bush

Amigos

No dia 08 de março, próxima quinta-feira, estaremos nos reunindo em mais uma intervenção urbana. Agora o objetivo é protestar contra a política imperialista e militarista de Bush, que estará visitando o Brasil neste mesmo dia.

A proposta é uma “Guerra de Travesseiros”. Essa intervenção é metafórica e pontual. Por ser de certa forma uma intervenção de choque ela tem horário certo para início e fim. Vai acontecer das 18:00 as 18:05. Na “Boca maldita” (final do calçadão da XV, ao lado da Praça Osório). A
idéia é que a gente chegue um pouco antes, as 18:00 inicie a brincadeira, e as 18:05 a gente se disperse! (seguindo o horário do Relógio da XV)

Levem seus travesseiros, várias pessoas estão combinando de ir de roupa branca. Peço que vcs divulguem esse e-mail para sua lista de contatos e assim nos possamos atingir o máximo de pessoas para que seja um encontro “de peso”.

Guerra de Travesseiros. dia 08/03, quinta feira. Na boca maldita. Das 18:00 as 18:05.

Cia do Ator Cômico
Coletivo Joaquina
Artistas, parentes, amigos afins!!!!!!!

Aguardamos vocês!!!!

Abraço.”

Ai, jisuis, que preguiça de manifestação oca feita por gente desocupada sob a minha janela do trabalho. Não participarei, não apóio e ainda torço por uma grande tempestade na data e horário combinados. Queria muito ver as damas das ciências sociais e seus hippies iÔgues indo pra casa com o nana molhadjinho debaixo do sovaco cabeludo. Amém.