Tommy ou Bauducco, tanto faz, desde que com gotas de chocolate

Sabe como você sabe que é uma alma gorda morando num corpo magro? Passando 20 vezes os olhos nos nomes dos arquivos da pasta do freguês e, cada vez que chega o LOGO_fregues_PANTONE.jpg, você lê LOGO_fregues_PANETONE.jpg.

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E já que a conversa chegou na cozinha, não perda esta torta. Fiz duas vezes em uma semana, é uma afronta aos bons costumes.

Minha vida é uns filmes

Do mais recente para o último de que me lembro, vamo lá:

Cheia de boas intenções, convidei meu homem pra ir pra cama cedo ontem; de pronto, recebi um “Vamos ver um filminho?”. Fiz cara de não, respondi sim, deu nisso: o mais recente filme de Michael Moore, que retrata o unbelievable sistema norte-americano de planos de saúde, me deu náuseas. Bastam os três primeiros minutos de qualquer um de seus filmes e eu já estou odiando a minha condição de humana. Com SiCKO não foi diferente: virei de bunda pro monitor no meio de filme, dormi, sonhei bizarrices e acordei sentindo todos os sintomas de todos os entrevistados – o latejar no meio da cabeça prossegue. Não recomendo para donzelas, hipocondríacas, neuróticas ou àquelas pessoas especiais que são tudo isso e muito mais.

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You Kill Me é um filme da categoria N.E.M.: nem comédia, nem drama, nem aventura, nem suspense. Ben Kingsley é legalz, Téa Leoni é linda, a máfia polonesa é engraçada. Mas o que eu gostei mesmo foi de passear um pouco pela SanFra que, desde incerta data, é lar do meu amigo Batata.

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Sunshine é sinistro. Ficção científica me dá bastante sonomedo, mas Marisa mesma já se perguntava o que é que a gente não faz por amor, néãm? Assisti com um olho aberto e o outro capengando, mas atenta o suficiente pra notar umas coisas: claustrofobia é doença contagiosa e pode ser transmitida pelos raios catódicos; os efeitos sonoros de SciFi são MOITO mais apavorantes do que os de qualquer outra categoria de filme que pretensamente queira te fazer sentir medo; elenco cheio de homem lindo ajuda a lembrar de filme que você assite dormindo.

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Um moço infame de charmoso, meio estrábico, cheio de querer ser artista e apaixonado, que tem devaneios artê-eróticos. Este Cashback não tinha como dar errado e é sim uma graça. Um viva para os Tomates Podres que, ainda que tenham espinafrado o filminho e classificado o pobre como COMÉDIA, entregaram essa preciosidade no conforto do nosso lar. Uma das melhores direções de arte que já apreciei nesta vida, trilha sonora com Brian Ferry, um monte de mulher pelada. You’ll like it, macacada.