Bavaria, Bavaria, Bavaria!

Hoje é sexta-feira. No meu calendário, é sempre o dia internacional de O Bem chegar. Pra comemorar, a foto mais linda do livro mais bacana da melhor banda ever que ganhei da comadre mais acertiva.

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Se não te dá lagriminhas, procure seu cardiologista.

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Amêndoa – um relato erótico

Lá em 2004, quando “Amêndoa” foi lançado, me lembro de ter sentido um cisco de curiosidade sobre o livro, mas fiz com ele o que faço com boa parte dos meus implusos literário-consumistas: coloquei na estante, sobre uma das diversas pilhas de não-lidos que armazeno no mesmo lugar, e deixei passar.

Passeando pelo sebo no começo deste ano, em busca de um exemplar do livro que mais me fez chorar nesta vida, com o qual queria amaldiçoar a vida de uma amiga do coração, que lá encontrei, fui seduzida por inúmeros outros, que se tem uma coisa legal pra se fazer nessa terra de Coré-Etuba é passear em sebo. Enfim: muitos piscaram, apenas “Amêndoa”, aquele lá do parágrafo anterior, acabou indo pra casa comigo. Vamos falar: todo esse vermelho encerado, cheio de reentrâncias e saliências mereceu.

Há uns dois meses estou com o aparelho leitor engatado num livro de planejamento estratégico que foi muito interessante no começo, mas que agora está naquela fase em que chegam todos os livros relacionados a marketing, que consiste em repetir-se à exaustão usando expressões similares em parágrafos parecidos. Pois bem: arrumando a bagagem para o tradicional embarque quinzenal rumo a SP, olhei pro “Amêndoa” lá na mesma pilha em que foi alocado em janeiro, todo-todo. Coloquei-o na bolsa – funcionaria como uma boa desculpa pra empurrar o Oceano Azul com a barriga por pelo menos 444 km.

Acabei lendo o livro durante viagem de ida, tão leve e envolvente é o causo relatado por Nedjma. “Amêndoa” é prosa verídica sobre o um período da vida de uma marroquina do interior que, cansada do tradicional casamento arrajando imposto pela religião muçulmana em seu país, se pirulita às escondidas para Tânger, em meio ao fervor econômico-cultural que a cidade experimentava nos anos 60. Lá, depois dos traumas que sofreu durante o matrimônio, descobre sua sexualidade com um genuíno dândi. Que espetáculo!

O relato pode ser classificado como erótico, mas passa longe do pornográfico. Por vezes chega a ser engraçado, que o garanhão que apresenta as moças às delícias de cama, mesa e banho tem um humor que oscila entre o fino e o parvo. O outro lado da história choca um pouquinho: ainda que aparentemente distante das barbaridades cometidas em nome da religião contra as mulheres que descobri aqui, dá pra ficar boquiaberta algumas vezes com o que se passa com elas também no Marrocos, terra sobre a qual a minha única imersão aconteceu em 1986, num trabalho dedicado em dupla com a Delta Universal, que entreguei em papel almaço para a Tia Raquel.

Mesmo sendo ele bem limpinho, a capa chamarenta do livro e o subtítulo “um relato erótico” é uma excelente arma para chocar os outros passageiros que viajam na mesma condução. Recomendo.

Piores fotos de banda ever

Foto ruim de banda é muito fácil de se conseguir, vamo falar. Basicamente, é preciso escolher um gênero ruim de música e pesquisar imagens de seus expoentes: tão aí eles que não me deixam mentir.

A Spinner é uma rádio-revista-whatever online que tem mandado muito bem em fazer listas – dos piores ou dos melhores – sem obviedades e com uma inteligência e bom humor admiráveis. Esta aqui é um primor – as 20 piores fotos de banda. Muitas vezes a legenda é tão ou mais engraçada do que as fotos. Confere comigo:

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“My puppy is so cute. I can crush hold him in my hand just like this.”

Vão lá, meus agora quatro leitores, e confiram as outras. :-)