Pelo menos eu sou limpinha

Comequietando a banda larga da minha firma estreita, cliquei correndo no link BADONGO pra baixar o CD do Mika que todo mundo já tem menos eu. Recebi em troca os seguintes caracteres de confirmação:

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Bem que o Mago disse que nada é por acaso – lavei previamente minha alma na sexta-feira. Um caminhão estava tombado na BR 116 entre Curitiba e SP. Cheio de proletários em volta. Bebendo cerveja. Quente. Caída do caminhão. E sem álcool. Aquele marzão azul de Bavaria no meio da pista e as tias crentes que tavam fazendo a Louise Altenhofen nas areias de Maresias. Inesquecível.

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Tudo tão confuso nesta vida, né?

Nunca houve nem haverá post enquadrado em tantas categorias, tão cheio de links e mais confuso entre assuntos. Adorei; vou começar.

***

Esses dias uma freguesa me mandou o briefing mais completo, detalhado e esmiuçado do mundo para que eu pudesse começar a pensar num site para a firma dela. Com o briefing, seguia uma resenha do livro Blue Ocean Strategy. Ainda comovida pela visão do briefing perfeito, li, reli e trili a resenha e, para regozijo dos escritores, fui convencida que precisaria de um de seus exemplares pra viver. Encomendei um pra mim e a firma me deu. É o meu atual livro da bolsa.

Um dos cases mais encantadores abordados pelos autores trata do mercado de vinhos nos EUA, um país sem nenhum hábito de consumo da bebida e com um imenso e inquestionável potencial de mercado. Os americanos consideram o vinho uma bebida esnobe, muito parecida entre si, de sabor desagradável em comparação com outros alcoólicos e relativamente caro. Até que a Casella Wines desbravou um grandioso Oceano Azul e concebeu o [yellow tail]. E o tal do rabo de galo amarelo popularizou o gosto pela bebida mudando a cara sisuda das garrafas, o apelo da propaganda, o preço e o sabor dos vinhos e oferecendo treinamento específico e outros agrados aos revendedores da bebida. Foi pura magia e sucesso instantâneo, segundo relato presencial da minha agente infiltrada, enóloga meio-período, muambeira do coração e comadre honorária.

Aí, ontem, mudando completamente de tema do post, eu resolvi fazer pro meu amigo Maurício uma pergunta que envolvia um amigo dele (que tinha a melhor profissão do mundo antes de eu conhecer o COOL HUNTING) e um blogueiro dos mais notáveis da atualidade – eu não me esqueci de botar os links; apenas irei manter sob sigilo a identidade dos envolvidos. Já não me lembro mais como (atenção: não se deixe encantar pelos R$ 12,00 das garrafas de vinho argentino; na segunda taça, você já está suficientemente longe da sua consciência a ponto de meter sem dó um parêntese quilométrico e desnecessário no meio do seu texto), fomos parar no pessoal da Box 1824, cuja existência eu desconhecia e passei a invejar no exato instante em que conheci. A razão de ser da firma deles é o COOL HUNTING. Vai dizer que precisa dizer mais? Vai dizer que não cobiçou também?

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Calaro que o gato barbudo de dedo enoooolme chama-se João. (L)

Bão. Inspirada pelo COOL HUNTING citado pelo Maurice, me lembrei de um dos mais imperdíveis sites desta web de meu gsus: The Cool Hunter. Cheia de prazos a cumprir e com o choro engasgado por causa de um cliente escroto, arrumei tempo pra resgatar esse link há muito perdido em minha memória e, quando cliquei lá, SHAZAM!: me aparece o [yellow tail] nadando de braçadas em mais um incomensuráaaaaaaavel oceano azul (trocadalho irresistível): o Wine That Loves. Agora, as pessoas serão coagidas a acreditar que existe mesmo o vinho certo para o frango, para a carne, para o peixe, para a massa e para qualquer outro acepipe. Como os mortais não entendem nada do assunto mesmo, que outra opção resta a eles que não aceitar? Putaqueospa: será que, ao final da minha leitura, eu também serei uma Jacques Cousteau dos oceanos azuis? Será que eles me contratam como cheerleader da marca depois dessa puxação forte de ovos?

Enfim. Tudo isso serve pra mostrar que, como diz o Mago, nada é por acaso. Casella Wines, me aguarde. Nem que seja apenas pra eu acordar abraçada à garrafa.