Motel

Por conta de umas questões paralelas, tenho pesquisado um sobre motéis durante os últimos dias. Claro que acabei desvirtuando o tema central da busca e descambei pra catação de besteiras sobre sacanagem, que é disso que o povo gosta. A coisa limpinha mais curiosa que li foi a definição publicada na Wikipedia sobre o estabelecimento – deve ter sido escrita pelo meu pai: “Normalmente, os motéis exigem a carteira de identidade para barrar a entrada de menores de idade e têm mais de uma saída para garantir a possibilidade de uma eventual fuga de um cônjuge prestes a ser flagrado pelo outro”. Haha, tá. Nunca soube nem de um, nem de outro. Outra prova de que o redator da parada é velha guarda: “No Brasil, aproveitou-se a idéia de que as pessoas vão ao motel de automóvel para fazer um lugar onde se possa fazer encontros sexuais, muitas vezes para se praticar adultério, orgias, etc.” A pessoa tá por fora do swing.

Outra coisa bem legal que pesquei foram as FÛQ’s – imperdível: aqui. Digitando “motel” no Google, o Francese está entre os dez primeiros resultados. Muito merecido, deve ser por conta do excelente serviço de utilidade púbica.

A folia da mama

Desde a noite de sexta-feira de Carnaval, alternei minhas comemorações basicamente entre três salões:

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Neste salão, foram vividas a maior parte das horas do dia. O baile mais animado foi a projeção de “Os Infiltrados” em espanhol com legendas em português – um oferecimento do nada cinéfilo irmão mais velho. No mesmo recinto, animaram as habitantes do lar diversas apresentações d’Os Padrinhos Mágicos, As Winks e Manual de Sobrevivência Escolar do Ned. A jogatina também comeu solta no salão – e eu só perdi pra Ana na Escopa. E olha que sou mãe-vaca, que joga pra ganhar.
Um vestido de festa para a Barbie foi confeccionado durante o desfile de duas escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, na noite de domingo.

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Aqui, quem garantiu a animação foi o casal Desmond Morris (cujo “O Macaco Nu” será resenhado em breve) e Äsne Seierstad (esta, autora do tocante “O Livreiro de Cabul”, em fase de conclusão). O último título foi uma oferta do folião que mais falta fez no salão – que, por opção, embarcou numa pescaria neste feriadão. Por conta de sua ausência, a vizinha do 24 vai ouvir a bateria da Mangueira apenas no próximo final de semana. Oremos.

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Perceba: os salões são CONTÍGUOS.

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Sério: é impressionante o volume de louça suja que podem produzir uma mulher bem-resolvida (solteirona é a mãe) e uma pequena dama durante cinco dias. Sem exagero, lavei pelo menos duas vezes todos os copos, todos os pratos e todos os talheres que tenho em casa – isso sem contar as cabulosas panelas, travessas e outros entretantos.

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– Que legal! Sua mãe tinha uma tigela dessas?! A minha também!

O culpado por toda essa sujeira foi meu Vaporetto versão século 21 – eu descobri que ele é capaz de magavilhas. Saca só a voluptuosidade do meu bolo de banana, é pra Angela Bismarchi nenhuma botar defeito:

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BALANÇO:
– Consumi três cervejas nos quatro primeiros dias. No final do quarto dia, enquanto escrevia este texto, bebia a segunda da série de três que me auto-impus para a noite de terça;
– Devo ter arre-banhado uns dois quilos para a minha pancinha e unzinho pelo menos para a pancinha da pequena Ana;
– Um bolo de banana e um suflê de cenoura graças ao meu Vaporetto;
– Nem chorei, mas tive que engolir o choro cada vez que mostravam a bateria de alguma escola de samba. Eu sou doente do pé, detesto Carnaval, mas bateria é um troço que fisga meu coraçãozinho. Equivale a um jogo de futebol no campo: pode ser Combate Barreirinha X Malutrom, eu vou chorar;
– Momento Mastercard: bicicleta na chuva com a cria, na Prudente de Morais deserta, e desenhar com os dedinhos:

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Chegou a hora

Gente (como se uma galera viesse aqui me ler), olhem lá que parada sensacional:

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Eu nem fui lá olhar o site da Revista: só recebi essa imagem do meu pai e tô passando pra frente. Acho uma oportunidade sensacional e pretendo me jogar assim que tiver mais do que dois minutos de intervalo entre as minhas atividades. Vamo xunto?

Dia do publicitário

Faz tempo que tenho esse texto guardado e achei que hoje – dia do publicitário – seria uma data bacana pra publicá-lo – em poucas linhas, dá pra ter uma noção do tipo de pessoa que chega ao topo de uma carreira na área. A fonte é um site de notícias do meio:

…“A primeira fase da competição aconteceu no dia 18/09 no xxxxxx xx xxxx em Curitiba. Inscreveram-se times das principais agências da cidade. O campeonato atriaiu (sic) um grande número de torcedores, incluindo amigos, colegas de trabalho, parentes e até mesmo os diretores de criação”. AQUI, eu proponho uma das continuações abaixo:

a) que desceram do Olimpo exclusivamente para confraternizar com os pecadores presentes na pelada.
b) que chegaram de disco voador, vestidos como Tommy Lee Jones e Will Smith.
c) que acharam que essa seria uma boa oportunidade de observar o comportamento dos mortais.
d) todas as alternativas e diversas outras.

Sério, colegas: vocês me dão nojo. Parabéns.