Se houver amanhã

Quando li que o Sidney Sheldon morreu me lembrei que foi um livro dele o culpado pela minha autoproclamada introdução à literatura adulta. Fiquei me achando uma mulher muito madura quando minha tia me emprestou um livro “muito bom”, lá em 1986. Li “Se Houver Amanhã” em duas sentadas e me recordo de ter ficado absolutamente encantada com a forma como o escritor conseguia envolver o leitor com a trama – coisa que não é muito característica de livros infanto-juvenis (se bem que o livro que estou lendo com minha filha atualmente é MASTER nesse quesito). Xonei, li mais uns três dele depois.

Sidney Sheldon foi muito pai de um estilo, assim como Danielle Steel – acho que todo mundo que se interessou por literatura nesta vida resvalou em algum dos dois no começo do percurso; há inclusive quem tenha estacionado neles: minha tia, por exemplo. Como tem um montão de livros que li no ano passado que com certeza sumiram da minha memória, seu Sidney merece meu respeito: lá se vão, ahm, 20 anos, e eu ainda me lembro. Tomara que ele vire show pirotécnico, igual Hunter Thompson.

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O mago

Morri de ansiedade louca pela estréia do Mago no G1. Quando finalmente estreou, o blog estava todo capenga, sem links pros arquivos ou pros post. Agora, que ele continua capenga mas tem link pros arquivos (que são retardadamente diários), vou poder começar a série que tanto queria: os posts serão arquivados sob a catigoria Moral da História.

Brevíssima história da medicina

500 D.C. – Venha até aqui, e coma esta raiz.
1.000 D.C. – Esta raiz é coisa de ateu, faça esta oração ao Deus que está no céu.
1.792 D.C. – O Deus não está no céu, quem reina é a razão. Venha até aqui, e beba esta poção.
1.917 D.C – Esta poção é para enganar o oprimido, sugiro que você tome este comprimido.
1.960 D.C. – Este comprimido é antigo e exótico. Chegou o momento de tomar antibiótico.
1.998 D.C. – Antibiótico te deixa fraco e infeliz. Eis um novo tratamento: coma esta raiz.”

***

Disso conclui-se que: o homem está retrocedendo, lógico. E que o Mago precisa de uma ajuda pra rimar. Eu sugiro “Esta raiz é coisa de ateu, faça esta oração e pega aqui no meu”.

UPDATE: a new face Layze vai ler “O Alquimista” durante a espera pro casting.

Meda da moda

Muitas questões fervilharam na minha mente durante todos os dias da cobertura do Fashion Rio, gentilmente levada ao meu lar pela GNT. Ainda não sei se gostei da paleta cinza, que vai do cinza branco ao cinza preto passando pelo cinza prata. Também continuo refletindo sobre o descabido tropeção da Giane Albertoni, que deixou pra cair nos bastidores ao invés de desmontar na passarela. E ainda não entendi o que foi o bafão em seguida à saída do Gianecchini da passarela.

Agora, me tira o sono mesmo a seguinte dúvida: quantos dentes cabem nessa boca, minha gente?

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Gente me dá nojo

No começo da semana passada, liguei para o 0800 da NET com o objetivo de contratar o serviço de Netfone. Edinéia Rodrigues, a moça que me atendeu (a quem tive que passar os valores corretos do produto que ela mesma vende, levantados no site da operadora pra qual ela trabalha), disse que seria preciso verificar a viabilidade técnica das instalações no meu condomínio e que, em 15 dias, eu receberia um retorno a respeito das condições para contratação do serviço.

No dia seguinte ao papo com a Edinéia, preenchi no site da NET o formulário de contratação do serviço. Ontem dois bofes foram lá promover a instalação. Edinéia não me deu retorno até agora – devo ligar a ela informando o número do meu Netfone?

Quem vê capa, vê coração

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Que legal! O escritor esloveno Miha Mazzini criou um apêndice em sua página pessoal e lá pendurou uma porção de discos com capas de gosto discutível. Ok, você já recebeu uma parada parecida com essa por e-mail lá pelos idos de 2003. Entretanto, em sua galeria, Mazzini mostra a capa e mata a pau: conta porque comprou o LP e o que houve com o artista em questão nos anos posteriores à compra do disco. Os textos são sempre curiosos e muito bem-humorados. Para a capa que ilustra este post, temos o seguinte comentário: “Why I bought it: I’m single.”
Uma pena que eu só tenha comprado discos do Menudo e do RPM nesta vida, senão faria igual.

Gente

Ratapulgo, o brilhante, postou o texto abaixo há mais ou menos um ano. Eu penso igual, mas minha capacidade de síntese sobrepõe-se à disposição de escrever (tão magistralmente bem, a propósito) sobre o assunto. Por isso, meu costume é só dizer que não gosto de seres humanos. Nossas justificativas são as mesmas:

“Descobri uma coisa: Eu gosto de pessoas mas não suporto gente.

Gente é chata. Pessoas são interessantes.
Gente é irritante. Pessoas são bacanas.
Gente faz fofoca. Pessoas contam histórias.
Gente é ordinária. Pessoas são preferenciais.
Gente são as pessoas niveladas por baixo, reduzidas aos seus menores denominadores comuns: a ignorância, a covardia e a vontade de destruir o povoado vizinho.

Em coletivo as pessoas regridem. Perdem a inteligência. Perdem a decência. Elas aplaudem qualquer coisa. Lincham quem estiver se mexendo. Votam no ACM, no Serginho Chulapa. Enchem a cara e começam a gritar. Vão pro Rio assistir Rolling Stones em um telão no meio da praia. Mijam uns nas pernas dos outros.

As pessoas são possíveis, gente é inviável. Por isso nenhum regime político funciona direito, porque foram feitos por essa gente para essa gente que tá aí (e não falo de “gentinha” não; gentinha, apesar de tudo, é o tipo de gente mais melhorzinho). Talvez com pessoas as coisas um dia funcionem; mas com gente, minha gente, não tem solução.

Acho que no fundo o problema é esse: éramos todos boas pessoas; mas acabamos virando gente.”

Um mantra

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… haribol, haribol, hariiiibollll…